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  • fredgoat

Oi, prazer!

Frederick (Fred ou Ucho - e até Hanuman Kid) e, junto com o Lucas, meu sócio na GOAT ENT, sou o idealizador do GOAT FEST Música e Artes.


A trajetória do nosso Festival, para chegar até a ideia de ser de fato um festival, foi bem caótica, uma mistura de acontecimentos, dúvidas e certezas que culminaram nessa loucura de dois dias na melhor "casa" de shows de Curitiba.


Nesse post, vou explicar brevemente como tudo isso aconteceu! VAMOS.

A Gralha, que virou um dos símbolos do nosso Festival.

Era uma bela, ou não tão bela, tarde de Junho de 2019, quando recebemos a proposta para produzir o show de uma banda não tão conhecida no Brasil, mas que estava fazendo estrondoso sucesso mundial, numa data não tão boa e por um preço não tão bom. Todas as circunstâncias tendiam ao revés na situação e na produção desse evento: seria no sábado, no meio do ultimo feriado do ano, haveriam inúmeras outras festas e distrações acontecendo nesse final de semana e, claro, não tínhamos certeza alguma de que alguém, nessa cidade tão distante da pluralidade da capital paulista, iria sequer ressonar ao ouvir o nome dessa pequena, em número de integrantes, banda texana.


Tínhamos acabado de nos curar da cicatriz deixada pelo cancelamento do show do The Internet - um jab direto na minha face jovem nesse mundo ferrenho de produção musical e performática; e estávamos um tanto quanto ávidos a fazer barulho em nossa cidade natal, algo que alguém não fazia há algum tempo. Pra ser sincero, todo mundo do nosso circulo social - e isso não nos exclui - sentia exaustão de tanta coisa pobre de significado acontecendo ao nosso redor, seja em shows, entretenimento, vida noturna e música.

O Lucas, como produtor de festas mais experiente do que eu, vinha trabalhando a cena - há alguns anos já, e me deu logo um vislumbre de onde queria chegar com toda a curadoria que vinha trabalhando com nosso agente em São Paulo desde alguns anos antes, num flerte consumado, chegando agora a hora de agir.


Pois bem, num impulso distante de ponderação, tomados da paixão pela música e da energia que circunda a produção de um show internacional, aceitamos fazer. Os pagamentos eram progressivos e mediante venda de ingressos, então não haveria grande dispêndio logo de cara, poderíamos trabalhar o público ao longo do tempo e com certeza haveríamos algum retorno, ao menos conceitual, em nossa visão. Além do mais, acabávamos de receber o resto da agenda que a banda iria executar nos próximos meses e ficamos extremamente exautados com tanta substância na agenda desse trio: Coachella (os dois finais de semana), Montreux Jazz Festival, turnês na Australia, Japão, Europa e extensas datas nos EUA; eram certeza na indicação que estávamos, de fato, diante de um fenômeno mundial da música, e não poderíamos deixar essa chance passar, tendo em vista a jovialidade de nossa empresa e atuação no mercado musical de porte.

Arte by SmartDiseños

Assinamos o contrato com a empresa estrangeira e, após uma má notícia no banco - haveríamos que pagar uma taxa imposta no final do ano de 2018, pelo governo ilegítimo do vampiro - caímos de joelhos, chorando: nosso custo iria aumentar 1/3, assim, do nada. Foi um upper que quase nos nocauteou - acontece que eu estava em plena Suíça curtindo o mais antigo festival de música em atividade, envolto pela energia musical mundial e tendo espasmos nada distantes do êxtase, deleitando-me ao som da melhor e mais fina expressão sonora atualmente em atividade em nossa pedrinha solar - e quase não dei bola para o que estava acontecendo.

Ao retornar para terra-brasilis, caí na real: o rumo era um precipício. Nunca iriamos conseguir reverter o custo irrompido pelo governo tosco, anti cultura e negro. Nunca iriamos conseguir trabalhar o publico com a decorrente extinção no budget voltado para comunicação. Nunca iriamos conseguir competir com os festivais em São Paulo, grossos em Line up e conceito. Foram pelo menos algumas horas de plena espiral em pensamentos negativos, oriundos de duas linhas riscadas numa lei, ora justa e agora empenhada em cancelar o intercâmbio cultural do Brasil com o mundo.


Passadas as aguas turvas, nos acalmamos, meditamos muito em qual caminho tomar e fomos em frente. Sempre. Foi aí que veio outro blow! A nossa venue (casa de shows) escolhida não estava disponível, simplesmente nos pegamos tão distraídos com a situação financeira e esquecemos que haveríamos que reservar a data com o lugar, escolher um ato de abertura, lançar os ingressos e começar a correr atrás do prejuízo, foram bons um mês e meio até esse momento de realização. Já tinha passado tempo demais agora. A montanha russa já tinha chegado ao topo do primeiro despenque e não tínhamos colocado a trava de segurança, não nos avisaram que ela descia já em looping. Nos agarramos. Um ao outro talvez, e trabalhamos para resolver a situação da venue, o próximo pagamento era só em agosto, e teríamos trabalho pela frente.


Foi quando um amigo, muito envolvido com a cena musical desde que nasceu, relembrou ao Lucas da ideia que eles já haviam tido há um tempo atrás: "um festival de música, a lá Sonar ou Primavera, pequeno, mas em cima do palco da Pedreira - literalmente". Foi um AHÁ MOMENT que nunca vou esquecer, foi do tipo "se a vida lhe dá limões, faça uma limonada" ou ainda "if you want it, reach and grab it".



.....continua.

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Classificação 16 anos. Aprecie com moderação.

 

© 2019 por Goat Entertainment LTDA., contato@goatent.com.br

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